"TRÁFICO DE INFLUENZA" Comentários (162)
20/09/2010

 

A teoria da conspiração conjectura que o inferno das torres gêmeas de Nova York foi obra do próprio Bush, talvez por ser tão fundamentalista quanto os terroristas da Al-Qaeda. Há quem se utilize da mesma teoria para negar o holocausto da Segunda Guerra. Do mesmo modo, seria fanatismo ideológico não reconhecer que milhões de pessoas sucumbiram durante a epidemia de gripe espanhola em 1918. Radicalismo é fruto e fomento da parcimônia do juízo e torna a mente precipitada e irracional, assim como pode haver interesses escusos ao se alardear que um evento ocorrido há 100 anos vai grassar e desgraçar de novo aqui agora.
A re-edição do surto de gripe a la espanhola foi prometido pela mídia para 2007 e 2008, re-batizado com o nome de gripe aviária. Dizimaria o plantel avícola do mundo e escoaria a produção represada de toneladas de Tamiflu. Não vingou, e o tamiflu estagnou. Então anunciaram que ela retornaria catastroficamente em 2009 com o pseudônimo derivado de outro bicho – a gripe suína. Só que michou de novo, pois o número de casos e a mortalidade não chegaram nem aos pés dos dados epidemiológicos da gripe comum, essa que sempre existiu. Mas em 2010 seria o caos, o armagedon, o apocalipse, o cataclismo, o extermínio, mega-epidemia inexorável – é o que vaticinou a grande mídia, enquanto porta-voz ingênua ou negociada da também grande indústria farmacêutica. Esta, que não é nada ingênua, sabe, como Bush, que para iludir e conquistar defensores e seguidores de uma causa basta gargantear que existe uma bomba-relógio em algum lugar, pronta para detonar toda a humanidade. Foi algo assim o mote para a invasão do Iraque. Depois o Humberto Gessinger, cabeça dos Engenheiros do Havaí, ironizou com perfeição: “Aonde leva essa loucura? Qual é a lógica do sistema? Onde estavam as armas químicas? O que diziam os poemas?”
Na década de 70 ocorreu um surto prolongado e bastante virulento de meningite meningocóccica no Brasil, que inclusive levou uma de minhas irmãzinhas que mal tive tempo de conhecer. Fatalidade? Como os sanitaristas diziam que esse tipo de evento costuma ter uma certa periodicidade, então a dita praga estava sendo esperada novamente na década de 90. Alarme falso. Ela não veio. Não porque tivesse sido obstada por vacinação, pois a vacina que havia disponível não era para aquele tipo epidêmico de meningite. Convenhamos que dos anos setenta para os noventa as condições socioeconômicas e sanitárias do país tiveram um certo avanço. É, no mínimo, de se comparar com a coincidência entre a epidemia de 1918 e a petição de miséria em que se encontrava a Europa logo após a Primeira Guerra (1914-1918). Sobre isso pouco importa se os primeiros casos surgiram no velho continente ou no novo mundo, pois o fato é que a dizimação foi muito superior na pátria-mãe. Epidemia não é como o cometa Halley, que tem reaparição líquida, certa e matemática de tempos em tempos. Não é como surto previsível de tifo, leptospirose ou hepatite A depois de grandes enchentes urbanas. Não é porque ocorreu a primeira e a segunda guerras que a terceira esteja para ser declarada. Como pediatra sei muito bem que menos de 10% das crianças que tiveram uma crise convulsiva febril vão ter a segunda. É lamentável quando o mercantilismo desvirtua a lei das probabilidades. Pior ainda quando as políticas públicas desviam o foco de seus esforços por causa de ambos – tanto da eventualidade infinitesimal quanto do mercantilismo. Aqui entramos na questão da vacina.
Para a ocupação de um leito de UTI o indivíduo acidentado tem preferência sobre o idoso em estado terminal. Esta comparação ilustra o princípio bioético da justiça, o qual também orienta priorizar investimento de recursos em área que pode beneficiar o maior número de pessoas. Vacina aplicada em quem não precisa significa recurso desviado de ações para a saúde de pessoas mais necessitadas. Cada dose de vacina custa 130 reais, enquanto os agentes de saúde ganham merreca. Mesmo que essa irracionalidade administrativa seja cometida com a melhor das intenções, não deixa de ser um desvio de recurso, uma falta de visão administrativa da saúde coletiva. Decisões desse tipo são muitas vezes tomadas por influência da paranóia de algum “promotor de justiça” em reunião de Conselho Nacional/Estadual/Municipal de Saúde: “eu exijo a vacina, pois quero que minha filha retorne viva da escola”, como se ela não tivesse ido à escola em anos anteriores à existência da vacina. Dá-se o desconto, pois, como leigo, ele não tem obrigação de saber que a atual gripe é a mesma de sempre; que as ditas mutações espontâneas e aleatórias não chegam a demonizar o “novo” vírus” além da velha sazonalidade de inverno há séculos conhecida. Os “estudos científicos” que dizem o contrário e que são noticiados para apavorar a população são quase todos encomendados, patrocinados, cheios de conflito de interesse. A maioria deles é quase uma afronta à bioética.
Não, eu não tenho a bola de cristal para assegurar quem vai ou não pegar a “nova” gripe. Por isso respeito que há um certo grupo de maior risco de se dar mal com a mesma; do mesmo modo que há pessoas mais susceptíveis a se complicarem com a gripe comum. E que para essas a vacina se justifica. Mas ratifico: os dados epidemiológicos da velha gripe são muito mais substanciosos que os da nova, e nem por isso a velha tem causado tanta muvuca.
Tenho uma ressalva especial em relação às crianças e todos os nascidos a partir da década de 80. Essas pessoas já tem uma certa carga de vacina nas costas (na bunda). Sabemos que a maioria das vacinas contém algum metal pesado em sua formulação, geralmente alumínio ou mercúrio. Não que o teor desses elementos seja exagerado em cada dose de vacina, mas preocupa o somatório das doses ao longo da vida. É mais ou menos como o que tem de resíduo de silicato de alumínio na água tratada: talvez seja inócuo um gole ou uma sede de 2 ou 3 anos, mas ao longo da vida conta muito toda essa água que bebemos. E sabemos que a concentração de metais pesados tem efeito cumulativo e não dissipativo ao longo da vida e da cadeia alimentar. O fato é que o conteúdo de metais do conjunto das vacinas da caderneta da criança já está muito acima do nível tolerado de toxidade. Você pode até não ter esse tipo de apreensão ou não estar se lixando pra isso, mas não custa saber que, quando morrerem e forem enterradas, as pessoas muito vacinadas vão poluir muito mais o solo ou o subsolo do que as pouco vacinadas. Até mesmo se forem cremadas, pois o que resta de cinza vai ter de ir para algum lugar. O problema é que, talvez pensem meus eventuais detratores, ingerimos poluentes todos os dias com alguns alimentos e pouco podemos fazer a respeito. Digo que estão certos, mas tem alguns excessos que podemos evitar se formos mais racionais, com a cabeça mais aberta e livre de algumas hipocondrias. Um bonito livro intitulado A vida secreta das plantas nos apresenta com detalhes o fenômeno da acumulação de metais pesados e minerais nos organismos vivos.
De dois anos para cá qualquer morte de causa respiratória ocorrida no inverno é logo atribuída à gripe A no imaginário popular. Na grandicíssima maioria das vezes não tem nada a ver uma coisa com outra. Mesmo quando morre alguém por gripe, seja qual a letra do abecedário que a batize, poucos, sejam leigos ou pessoal da saúde, se permitem analisar: será que não morreria pela gripe comum? Será que a pneumonia foi mesmo decorrente de gripe? Como estava a condição de saúde da pessoa antes da gripe ou da pneumonia? Se ela aparentava estar saudável, será que essa aparência era real? Eis o que ocorreu em Chapecó com uma moça que trabalhava num mercado da cidade e que morreu de forma “meio inesperada” por uma pneumonia. A foto dela perfilou, in memoriam, nos jornais da cidade, encimando um exaustivo relato de seus últimos dias de vida, prenunciada como vítima irrefutável de gripe A. Não era nada disso. Nem todos sabem que a menina se drogava com moderadores de apetite e que evoluía para um quadro de anorexia nervosa, que fatalmente arruinaria suas glândulas vitais. Mais um caso, de outra jovem que teve também como pneumonia a causa derradeira de sua morte, e a mídia local incriminava a famigerada gripe. De novo não foi bem assim, mas, mesmo que fosse, haveria razão de ser, pois a jovem, antes de ser internada no hospital, em 2009, já se encontrava deprimida e com a saúde debilitada por razão emocional que meu rigor ético não permite revelar. Brasil afora desmentidos desse tipo acontecem.
É pena que os leigos, e mesmo nós profissionais, levemos em conta apenas a causa derradeira na hora de comentar e atestar os óbitos. Geralmente há uma cascata de eventos e condições que precede a dita causa mortis. Para que você creia um pouco mais que não estou sozinho neste tipo de questionamento, transcrevo aqui a máxima do pai da microbiologia, que já citei em artigo anterior – Louis PASTEUR, ao final de sua vida: “O germe não é nada; o terreno é tudo”. Por esta e outras é que sou responsavelmente favorável à vacina para algumas pessoas: aquelas que tem o terreno muito instável. Mas nós, saudáveis, não podemos nos submeter aos caprichos de um vírus covarde. Bem, talvez você esteja pensando que os covardes costumam nos apunhalar pelas costas. Eu digo: não, se você tiver as costas quentes ou protegida com uma boa armadura. Imagine aonde essa nóia de fragilidade vai nos levar. Possivelmente à neurose devastadora do sentido de proteção, pois já temos medo de sair de noite, medo de acidentes na estrada, medo de terremoto, medo que todo esforço para educar nossas crianças possa não dar em nada, medo de ficarmos pobres, medo do futuro, da guerra, de tornado, de sermos traídos, enfim, e agora pânico do H1N1. Depois certamente virá o H2N2, HnNn e por aí. Estamos ávidos por vacina contra câncer, contra a úlcera de estômago, contra o infarto e contra tudo mais. A fila vai dobrar quarteirões no dia em que a farmácia da esquina anunciar vacina contra a obesidade e contra a falta de dinheiro. E o medo de morrer é o que vai nos matar, no final das contas.
Só para descontrair, saiba que formas graves de gripe A não são como celular e celulite, que qualquer bundão tem, incluindo eu. É por isso que outra celebridade, o pai da patologia moderna, acharia que minhas tiradas combinam muito bem com uma das suas: Rudolf VIRCHOW – “Se pudesse viver minha vida outra vez, dedicar-me-ia a provar que os germes buscam seu habitat natural – o tecido doente – e não que sejam a causa do tecido doente.” Em homenagem a esses dois gênios da biomedicina, faço uma provocação ao H1N1: dize-me não apenas a quem acometes, mas também quem levas, e dir-te-ei o saprófita que és. Tranqüilizo as pessoas relativamente saudáveis e parabenizo as que estão inclinadas a não tomar a vacina. Aos que me tem por irresponsável, inconseqüente ou por outros elogios, aposto 99 em 1 que não vou perecer neste inverno. Meu pai é que dizia que não ia varar o agosto; morreu em outubro, pelo cigarro. Mas, caso eu tome doril, dispenso meus contendores de me encomendar as exéquias, de derramar lágrimas de crocodilo sobre meu cadáver e até mesmo de contratar a carpideira. Atirem meu corpo aos abutres e apenas confortem minha viúva; mas imploro aos marmanjos que a consolem com moderação. Só reivindico que ordenem uma boa autopsia antes que me deixem apodrecer, para termos certeza de que não fui vítima de tocaia por algum poder constituído. Por outro lado, se eu desibernar inteiraço nesta primavera, como é o esperado, por favor, não permitam que pague mico: digam para o Lanzini que não há necessidade de me esculpir uma estátua de herói da resistência.
Voltando à sisudez, é preciso muita disposição para levantar os contrapontos de uma idéia defendida por algumas gerações. E a questão das vacinas tem esta particularidade: é um dogma, uma idéia que se quer incontestável. Para o letão (nascido na Letônia) Isaiah BERLIN, versado em História e Filosofia das Idéias e professor em Oxford no século XX, se uma proposição não pode ser contrariada ou questionada, então não contém informação útil. E não pode ter o status de ciência, uma vez que blinda-se no casulo do venerável, para se esquivar às questões próprias do mundano vulnerável. A crença oficial tem hoje o mesmo poder que tinha antigamente a crença religiosa. Erguer um povo contra um inimigo (como fez Bush e como fazem a mídia, a indústria farmacêutica) é o modo mais eficaz de uni-lo e manipulá-lo. Não sou eu que estou exagerando sobre o assunto. O próprio Edward JENNER (1749-1823), pai da vacinação, se encheu de dúvida lá por seus últimos dias: “Não sei se não cometi um erro terrível e criei algo monstruoso.” Disse isso ainda sem cogitar que muitos patógenos se esmeram no escudo genético ao se rebelarem contra a artilharia apontada para eles, como fazem as baratas com alguns inseticidas. O iluminista François-Marie Arouet (conhecido como VOLTAIRE) pode ter sido o motivo da angústia de Jenner, por ter afirmado com certa ousadia: “Os médicos receitam remédios que pouco conhecem [ou vacinas, se existissem no tempo dele] para curar doenças que conhecem menos ainda em seres humanos que desconhecem inteiramente.” E, de fato, se era assim quando existia uma micharia de produtos farmacêuticos, que dirá agora que são milhares! Desconhecemos detalhes sobre a preparação e efeitos nefastos de algumas vacinas, e as mandamos aplicar porque essa é a lei, e nos escondemos atrás da lei para dissimular nossa ignorância. Os laboratórios nos abastecem, a lei nos obriga e a Ordem nos controla. A ordem e a norma nem sempre precisam ser seguidas, e muitas vezes não devem sê-lo. É o caso, por exemplo, de vaga de estacionamento privativo para farmácias. Muitas vendem, sobretudo, cosméticos e vaidades. Aí não é difícil admitir que consultórios de cardiologistas, ortopedistas, neurologistas e fisioterapeutas, entre outros, são muito mais merecedores de vaga privativa para seus pacientes muitas vezes debilitados. Mas persiste a aberração, uma lei que não tem nada de justa e tudo de absurdo.
Retomando. Conheço alguns poucos médicos que não consentem em aplicar todas as vacinas em seus filhos. E estão com suas crianças saudáveis. Isso é apenas um exemplo para alertar que as pessoas não devem dizer coisas do tipo: minha filha não pegou gripe A porque foi vacinada. Estatisticamente há uma chance em cem de isso ser verdade e 99 chances em cem de ela não ter pego gripe A porque não iria mesmo pegar, estando ou não vacinada. E outros 99% de possibilidade de ficar bem, mesmo se tivesse pego a gripe. Sou médico de posto, de consultório, de emergência e já fui de UTI. Tenho, portanto, bom senso bastante para me contrapor ao alarmismo sensacionalista e clara consciência que me exorta não minimizar a importância de algumas vacinas, como a antitetânica para todos e a antirrubéola para as meninas; e o mesmo equilíbrio me permite enfatizar a desimportância da anti-H1N1 quando recomendada para todos ou quase todos. A indústria de insumos para a doença não gosta de grupos de risco, pois isso limita seu mercado. Mas meu espírito de conciliação me autoriza afirmar que, com esta política de vacinas extras, o Ministério está promovendo a deseducação para a saúde ou a educação para a doença: para a neurose, o pânico, a doença mental. Com mais esta vacina ninguém precisa se cuidar, se reavaliar, olhar para dentro de si; o ser ficou anulado, já que agora tudo é o bicho.
Se toda essa grana fosse aplicada em educação para a saúde, os resultados a médio e longo prazos seriam bem mais consistentes e aos poucos diminuiriam os gastos com doenças. Esse tipo de intervenção intempestiva, polvorosa e repetitiva é comparável a plantar sementes geneticamente modificadas (os transgênicos): o agricultor fica escravo do fornecedor, já que todo ano ele precisa comprar novas sementes, pois as que ele colhe são estéreis.
Estou conformado que minhas palavras não façam nem cócegas no corpo da sociedade ou nos gestores da saúde. É um embate de Davi contra Golias; só que apenas na ficção bíblica o anão vence ou convence o gigante. Se durante o horário eleitoral você ou eu tivermos um pouco mais de tempo na mídia do que o concorrente, não importa quem sejamos, é bem provável que tanto você quanto eu nos elejamos presidente da república. É o que acontece com a Dilma ou com o Serra. E com a vacina. E sobra pouco pra Marina. E com o mesmo tempo de mídia vejamos quem faz mais estragos: se eles no orçamento do Ministério da Saúde ou eu na conta bancária deles (dos laboratórios e intermediários). Mas não sou candidato a nada; talvez ao alijamento, ao ostracismo.
O risco de você se dar mal (a curto prazo) com e pela vacina é baixo? Sim, é baixo. Como é baixíssimo o risco de você se dar mal com o vírus no inverno. E o risco vacinal posterior, daqui algum tempo?? Desconhecemos. A dúvida que existe, embora talvez não exista para você, porque não é da área e está hipnotizado pela mídia: será que não estamos nos arriscando demasiado para mais tarde? E as doenças alérgicas, malignas e autoimunes (artrite reumatóide, lúpus etc), embora sempre tenham existido, será que seu hodierno incremento não pode ter relação também com o excesso de vacinas? A explicação imunológica para essa possível correlação já é conhecida ou ao menos presumida com detalhes, que não cabe aqui apresentar. Mas você sabe qual a prevalência e a incidência dessas doenças entre nós? É no mínimo milhares de vezes maior que a ocorrência de formas graves de gripe A. Tais enfermidades, graves em sua maioria, consomem lentamente o indivíduo, degringolando a qualidade de vida no meio do caminho e ao seu redor. E mesmo que a possibilidade de essas doenças estarem implicadas com vacinas ser quase desprezível, esse “quase” é, de longe, bem mais considerável que o risco de você adoecer gravemente pela gripe A. Sabia que muitas vacinas são fruto da engenharia genética e que, portanto, contém material transgênico, que é injetado direto em nossas carnes?
Que muitas vacinas representam um progresso, não há como negar. Que o automóvel também significa progresso para a humanidade, de certo modo podemos dizer que sim. Todavia, vacina é como velocidade: temos que conter os excessos.
 
                                                                                                           Autor: demerval florêncio da rocha
 


 
 

 
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