"ALGUMAS PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE HOMEOPATIA" Comentários (558)
21/09/2010

1 – A Homeopatia pode substituir um tratamento pelo outro ou ela deve ser utilizada em conjunto?
R: O ideal é que a pessoa que esteja se tratando com homeopatia não faça uso de outros medicamentos, mas nem sempre isso é possível. Por exemplo, em um caso de diabetes tipo I (chamado Insulino-Dependente), nem pensar em retirar a insulina da vida do paciente – isso seria um ato de irresponsabilidade, negligência médica. Assim também, com problemas cardíacos congênitos não se pode cogitar em suspender o medicamento prescrito ou a cirurgia indicada pelo cardiologista. Mas, na maioria dos casos a homeopatia pode ser utilizada como única terapêutica medicamentosa: não faz sentido alguém buscar tratamento homeopático para um problema alérgico e continuar tomando anti-alérgicos; é aconselhável parar de tomá-los para saber até que ponto a homeopatia pode ajudar.

2 – A Homeopatia tem tratamento para quais tipos de doenças? Diabetes, câncer ou outras doenças mais graves ou degenerativas também podem ser tratadas com a homeopatia?
R: Ao contrário da medicina alopática, o foco do tratamento homeopático não é a doença, mas sim o doente, com todas as manifestações que podem prejudicar sua qualidade de vida. Desse modo, a homeopatia procura abranger não só as queixas relacionadas com a doença que foi motivo da procura pelo médico, mas também aspectos que o doente nem estava considerando na consulta. Assim sendo, todas as pessoas podem se beneficiar do tratamento ou prevenção homeopática, com boas chances de diminuir suas sensações de mal-estar, mesmo que sua doença não seja curada, como o câncer, o diabetes tipo I, a demência (Alzheimer) etc. Um doente de câncer pode se tornar menos sensível à dor, um diabético poderá necessitar de menos insulina, o asmático talvez possa se ver livre de corticóides ou das bombinhas de inalatórios...

3 – É indicada para todas as idades? Quem deve procurar esse tipo de tratamento?
R: Seres humanos e animais de todas as idades podem se beneficiar do tratamento, incluindo gestantes e seus conceptos. Indivíduos com doenças crônicas ou recorrentes, casos emergenciais, diversos pacientes internados em UTI, pessoas muito sensíveis a medicamentos alopáticos (que fazem reações adversas: erupção na pele, vômitos, diarréias, sonolência etc) podem ser ajudados pela homeopatia. Por outro lado, situações de acidentes com fraturas, ruptura de vísceras, ferimentos profundos, por serem de causa mecânica, devem ser tratados com técnicas mecânicas (cirurgia). Pessoas que não têm mais ovários, tireóide e outras glândulas devem tomar os respectivos hormônios – a homeopatia não pode substituí-los.

4 – Como a homeopatia funciona no organismo das pessoas? Ela demora mais do que outros tipos de medicamentos para fazer efeito? A medicina homeopática é muito lenta para tratar doenças?
R: Quando o médico encontra o medicamento homeopático adequado ao caso, a ação costuma ser até mais rápida que o remédio alopático. Freqüentemente acontece de o paciente referir que uma forte sensação de bem-estar geral surgiu dois ou três minutos depois da primeira dose de homeopatia. O que algumas vezes demora é achar o remédio certo para o paciente. Ainda não se sabe exatamente como funciona o medicamento homeopático. As pesquisas levam a crer que o medicamento produz no organismo uma onda energética que tem freqüência e intensidade semelhantes à da onda resultante do somatório dos sintomas do paciente. Sabe-se, pelas leis da física quântico-ondulatória, que duas ondas se anulam mutuamente quando têm grandezas muito semelhantes. E quando uma onda se anula é porque desapareceu aquilo que a ocasionou, ou seja, os sintomas. Para entender melhor esta complexa hipótese, sugerimos a leitura das páginas 100 a 109 do livro EMOÇÕES CANCERÍGENAS À LUZ DA HOMEOPATIA.

5 – Quais os benefícios ou quais seriam as vantagens para quem deseja fazer tratamentos homeopáticos? Todos os organismos costumam receber bem o tratamento ou há contra indicações?
Não há contra-indicações para o tratamento homeopático. O que existe são limitações do tratamento, pois a homeopatia não é uma panacéia, ou seja, não é remédio para todos os males. Os benefícios, além da probabilidade de a pessoa se curar ou melhorar de suas principais doenças, podem ser assim exemplificados: a pessoa passa a ter um melhor conhecimento de si própria, à medida que começa a observar melhor como lida com as diversas situações de vida, saúde, doença e relacionamentos; torna-se menos ansiosa com seus sintomas; adquire uma nova concepção de doença, ou seja, a de que a maioria das doenças é simplesmente resultado do esforço que o organismo envida para manter ou recuperar condições de funcionamento e de equilíbrio, e que, portanto, não precisamos buscar remédios para combater ferozmente todos os nossos sintomas – muitas manifestações de doença precisam ser respeitadas e sentidas por um tempo; a pessoa que se trata com homeopatia unicista tem cada vez menos risco de fazer doenças graves.

6 – Quando o tempo está mais frio e as pessoas sofrem mais com resfriados ou dores de garganta, a homeopatia pode ser um bom aliado? De que forma?
R: Assim como há pessoas muito sensíveis ao frio, também existe gente mais sensível ao calor, à umidade, aos ventos, ao clima seco etc. O importante é que o homeopata conheça detalhadamente como seu paciente reage às mais diversas condições climáticas e meteorológicas, como é seu modo de adoecer, com que sintomas, quais os horários de agravação ou de melhora, como a pessoa caracteriza a dor que sente, que tipo de secreção elimina, como fica seu estado mental e emocional com os estímulos meteorológicos e com os sintomas que apresenta... De todo esse quadro é que pode sair o diagnóstico de um bom medicamento homeopático. Entenda-se, portanto, que a homeopatia não dispõe de um remédio específico para dor de garganta, outro para otite, outro para sinusite, outro para laringite, asma, pneumonia... O medicamento pode ser o mesmo para tudo isso, de acordo com o conjunto de sintomas e características que sejam próprios do doente e não da doença.

7 – Dizem que durante o tratamento homeopático o doente tem que piorar para depois melhorar? É verdade ou apenas um mito?
R: Quando o homeopata diagnostica (descobre) o remédio certo e na potência certa, aí dificilmente haverá agravação. Esse fenômeno (agravação) ocorre quando a energia medicamentosa excede a energia dos sintomas do doente ou quando o doente tem lesões graves ou irreversíveis. Se o medicamento está certo e o doente não tem lesões graves em órgãos vitais (cérebro, rins, fígado, coração, glândulas endócrinas...), a agravação não agrega nenhum mal relevante ao paciente; nesse caso, basta suspender o remédio e a cura se fará de maneira suave e duradoura.

8 – Do que são feitos esses medicamentos homeopáticos? Por que dizem que o medicamento homeopático é só água, não tendo nada dentro?
R: O medicamento é elaborado, de maneira natural e sem aditivos químicos, a partir de substâncias dos reinos animal, mineral e vegetal e de produtos extraídos de tecidos doentes. De fato, a partir da décima segunda diluição não se detecta mais nenhum tipo de molécula no medicamento, a não ser água e álcool (que é o conservante). A atuação é apenas energética, com base na física quântico-ondulatória, que comentamos anteriormente.

9 – Como é a consulta homeopática? É muito diferente da alopática?
R: Sim, é bastante diferente da consulta alopática. Geralmente tem duração muito maior, pois o homeopata busca detalhar ao máximo tudo o que o doente diz que sente e procura captar o modo de ser do paciente e de reagir diante das mais diversas situações de vida. Não basta apenas saber os sintomas que são comuns a uma doença específica, mas, principalmente, o modo particular como o doente sente aquilo, com toda a subjetividade que é própria daquele ser humano. Então, por exemplo, se o doente tem dor na barriga, interessa saber se a sensação é de uma pontada, agulhada, queimação, ardência, como se tivesse puxando, roendo, cortando... que emoções a dor provoca: medo, raiva, irritabilidade, indiferença, auto-compaixão, desespero, remorso, masoquismo... Esse é o diferencial da homeopatia, além do zelo com o diagnóstico clínico, para estimar as possibilidades do tratamento homeopático e não negligenciar a importância de outros tipos de intervenção, como uma cirurgia de urgência, por exemplo. Por isso é aconselhável que a homeopatia só seja prescrita por médicos, principalmente nos casos mais graves.
 

10 – Uma mensagem para o leitor.
Precisamos refletir mais profundamente sobre os significados de nossos adoecimentos. Na esmagadora maioria das vezes nós ADOECEMOS PORQUE PRECISAMOS, ou seja, nossa fisiologia tenta reparar danos leves à nossa mente e aos nossos tecidos, que resultam de nossas interações psico-afetivas, de nossos enfrentamentos com o ambiente ao nosso redor e de alguns “caprichos” de nosso código genético. Devemos primeiramente corrigir e readequar nossa forma de interagir com as pessoas e com o mundo, nossa forma às vezes astuta demais de tirar proveito das coisas e das pessoas. Se nos corrigirmos, ficaremos menos predispostos a doenças graves. Não devemos ver toda e qualquer doença como séria ameaça à nossa sobrevivência. Não precisamos combater qualquer febre. Não necessitamos queimar qualquer manchinha em nossa pele. Não precisamos tomar antidepressivo para qualquer tristeza que resulte da perda de um ente querido ou de algo que não deu muito certo. Doença não é castigo; ao contrário, é indulgência, é caminho que a totalidade de nosso ser encontrou para evitar que qualquer embate nos faça sucumbir ou enlouquecer. Não precisamos de vacina para tudo. Pra que tanta neura, tanta nóia com as bactérias? Se estivermos fortalecidos com boa alimentação, atividade física e vida pessoal bem resolvida, a maioria dos germes e bactérias nada poderão contra nós. Em terreno bom e bem tratado as pestes pouco se criam. O próprio Louis Pasteur, o cientista descobridor das bactérias, disse antes de morrer: “O germe não é nada; o terreno é tudo”. Outro grande cientista do século XIX, Rudolf Virchow, o pai da patologia celular, confessou: “se pudesse viver minha vida outra vez, a dedicaria a provar que os germes buscam seu habitat natural – o tecido doente – e não que sejam a causa do tecido doente.”


Envie suas dúvidas para demerval@filosofiabarata.com.br, que responderemos com prazer. Porém, precisamos alertar: não estamos oferecendo consulta médica on line.
 

 

 
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